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Histórias curiosas não faltam em torno do monumento dedicado à Nossa Senhora da Penha. Uma delas é o surgimento de uma fonte no início das obras do Convento. Chamada de fonte de Nossa Senhora, ela possibilitou a realização das obras e, depois que elas se encerraram, a fonte secou. Fala-se também da procissão marítima do ano de 1769, época em que a seca assolava a capitania. Segundo a lenda, as matas do morro seguiam verdes e viçosas enquanto o resto da região estava em uma profunda seca. Depois da procissão, a chuva caiu. Esse fato foi retratado em uma das telas do pintor Benedito Calixto, que se encontra nas paredes do santuário.

Lei & Feriado

A Festa da padroeira dos capixabas, desde os mais remotos tempos, sempre foi o principal acontecimento religioso de Vila Velha. Tanto que, a partir de 1844, segundo a Lei nº 7, de 12 de novembro do mesmo ano, o dia da Festa da Penha passou a ser considerada feriado em toda a Província do Espírito Santo.

Sem Luz até 1910

Até julho de 1910, por não existir luz elétrica na cidade, os moradores colaboravam colocando lampiões, à noite, nos peitoris das janelas ou pendurados nas fachadas das casas. O objetivo era orientar os romeiros retardatários para que não perdessem a direção da Prainha, onde eram aguardados pelas embarcações que os levariam de volta à Capital.

785 metros de subida

Durante o dia o movimento era intenso, com os devotos subindo e descendo a “ladeira da penitência”, com setecentos e oitenta e cinco metros de extensão, até então a única via de acesso ao Santuário da Penha.

Pensões improvisadas

Algumas pessoas traziam alimentos de casa e faziam o seu repasto no Campinho do Convento, na parte sombreada pelas árvores. Outros se alimentavam nas pensões improvisadas pelos moradores da cidade.

Muita gente vinha de barco

Já nas primeiras horas da manhã, a enseada da Prainha ficava coalhada de embarcações fundeadas: canoas, lanchas, escunas e pequenos barcos de uma só vela ou a remos.

Muita gente a cavalo vinha do interior

No largo da matriz, centenas de animais de montaria ficavam à sombra de castanheiras. Vinham do interior mais distante da cidade. O certo é que os devotos de Nossa Senhora nesse dia não podiam deixar de escalar o outeiro para visitá-la, formular milagres ou pagar promessas.

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Portão principal é de 1774

A partir de 1774, quando se fez a reforma da ladeira de pedras toscas, com a construção dos muros laterais, e se ergueu o portão ornamental, passaram os romeiros a ter acesso mais fácil ao topo da colina.

Hospitalidade Canela Verde

Nas duas semanas anteriores ao dia da padroeira, membros da sociedade local reunia-se com a presença e a orientação do capelão do Convento. Quase sempre as mesmas senhoras dos anos anteriores formavam a comissão organizadora dos festejos. O importante era demonstrar a hospitalidade dos vila-velhenses, possibilitando aos visitantes, de acordo com os recursos disponíveis da época, uma estada confortável. E não podia ser diferente visto que os romeiros, às vezes com grande sacrifício, mas radiantes de alegria, vinham de grandes distâncias para homenagear a padroeira dos capixabas. Portanto, mereciam ser bem recebidos.

A comissão mantinha contatos com famílias dispostas a fornecer refeições aos visitantes que não haviam trazido de casa o seu farnel e em algumas situações poderiam até oferecer abrigo aos que fossem forçados a pernoitar na cidade.

Limpeza da Imagem

Competia também à comissão: limpeza da imagem de Nossa Senhora e de suas vestes, troca ou lavagem das toalhas do altar, substituição dos círios usados por novos, enfim, todo o trabalho necessário ao embelezamento do Santuário.

Limpeza da Ladeira

Na antevéspera da festa, voluntários se apresentavam para a limpeza da “ladeira da penitência”, varrendo as folhas secas que caíam da mata.

Coro não desafinava

O coro do Convento ensaiava exaustivamente para se apresentar bem afinado na hora das missas e durante as novenas que antecediam o dia da padroeira.

Casas Enfeitadas

Para não fugir à regra, as donas de casa procuravam ornamentar a cidade e para isso colocavam bonitas toalhas bordadas ou de rendas nos peitorais das janelas para provocar a admiração dos visitantes.

Roupa Nova era tradição

Durante meses moças e rapazes faziam economia para vestir uma roupa nova na comemoração da padroeira. Era uma antiga tradição da qual os moradores da cidade não abriam mão.

Assim era a festa da Penha nos últimos anos do século XIX e na primeira década do século XX. Um acontecimento singelo e bonito, impulsionado exclusivamente pela fé dos devotos na senhora do alvo mosteiro.

Mas nem sempre foi assim, com a simplicidade e a pureza que devem marcar os eventos cristãos.

Festa Profana na Casa dos Romeiros

Em meados do século XIX, sob o teto da casa dos romeiros, a pretexto de se comemorar o dia da padroeira, pessoas endinheiradas, mas inescrupulosas, transformavam o local em casa de banquetes e de tavolagem. Empanturravam-se de comidas e bebidas e em seguida varavam a noite em torno da roleta ou debruçados sobre as mesas de carteado.

Sem respeitar o terreno santo em que pisavam – sim, porque não eram devotos, eram festeiros profanos – nenhuma importância davam aos homens simples do povo que, na sua maioria, sem dinheiro para se alimentar, escalavam o morro com fome, mas com fé, cantando hinos de louvor a Deus e a Nossa Senhora da Penha.

Vendaval destrói parte da Casa dos Romeiros

Reformada no período de 1774 a 1777, a casa dos romeiros, como vimos, durante algum tempo teve sua finalidade deturpada. Foi parcialmente destruída por um vendaval em outubro de 1864. Assim terminaram as festas profanas e a jogatina.

Tal acontecimento deu origem à lenda segundo a qual aquele que reconstruísse a casa dos romeiros, estigmatizada por servir durante tantos anos a atividades profanas, logo morreria. Também os operários que trabalhassem nas obras de reconstrução seriam vítimas de acidentes.

Fé e Casa Nova

Padre José Ludwin, que a partir de 1916 foi o capelão do Convento, resolveu desafiar a lenda e em 1920 autorizou a reconstrução da casa dos romeiros, cuja ruína parcial prejudicava no todo a aparência do Convento. Desfez-se a lenda sem nenhuma conseqüência danosa.

 

Fonte: Internet Web Site: Morro do Moreno

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LADEIRA DA PENITÊNCIA – SETE VOLTAS ATÉ CHEGAR AO TOPO E ÀS ALEGRIAS DE NOSSA SENHORA

O acesso à Ladeira das Sete Voltas,ladeira o primitivo caminho para o alto da montanha, é feito pelo portão antigo localizado próximo à entrada do 38º Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro.  Também conhecida como Ladeira da Penitência ou ainda Ladeira das Sete Alegrias de Nossa Senhora ela é uma via de acesso ao Convento exclusiva para pedestres.  O nome de Ladeira da Penitência é devido à sua declividade acentuada e disformidade de calçamento feito de pé-de-moleque, o que exige esforço para subi-las.A ladeira serpenteia pela mata, com seus recantos maravilhosos e convidativos à meditação e à oração a cada volta. As alegrias se remetem ao nome de Nossa Senhora das Sete Alegrias. A subida resulta numa caminhada de 457 m cheia de encantos pelas pedras seculares do calçamento, pelo verde da árvores seculares, pelas sete voltas com suas cruzes e mini-nichos com imagens para meditações e orações. convento_portão_velho

Sua existência data da fundação do Convento, tendo já passado por ela personalidades importantes de cenário religioso e político do País, a exemplo do Imperador Dom Pedro II e sua comitiva em 1.860. O seu calçamento de pedras é produto do trabalho dos escravos, que ocorreu pelo ano de 1.643, iniciativa do Frei Paulo de Santo Antônio, tendo sido entre 1.774 e 1.777 renovado e que perdura até os nossos dias.
O portão de acesso foi construído em 1.774, com detalhes em relevo.portão_convento_antigo

 

 

portão_convento_novoPORTÃO DE ACESSO PELA ESTRADA DE RODAGEM 

O Portal construído em 1.952, é a principal entrada de acesso ao Convento. Sua estrutura arquitetônica retrata o estilo de construção dos anos 50, porém imitando o portal antigo que foi construído em 1.777.

SALA DOS MILAGRES

sala_milagres.2A Sala dos Milagres constitui o espaço para exposição de ex-votos ofertados à Virgem da Penha. Está organizada no pavimento térreo da ex-casa dos romeiros ao lado do Museu. Foi inaugurada em 1.998 e expõe acervo tradicional reunido por mais de dois séculos pelos frades franciscanos e pelos fiéis devotos o Santuário. Na Sala dos Milagres encontra-se uma réplica da Imagem de Nossa Senhora da Penha que é peregrina e visita as comunidades. A imagem da Santa está em destaque, tendo como fundo painel evocativo da “Festa da Penha”, pintado pelo artista plástico Atílio Colnago, para abençoar seus devotos.Nas paredes laterais estão expostos inúmeras placas de agradecimento e de quadros com fotografia de fiéis e devotos de Nossa Senhora. Assim também estão expostos outros objetos como cabeça de cera, pernas, muletas e vários outros ex-votos deixados pelos devotos de Nossa Senhora em agradecimento pelas Graças alcançadas.sala_milagres

 

Fonte: Internet Web Site: Convento da Penha

 

Oração de Nossa Senhora

(Aprovada pelo 1º. bispo do Espírito Santo, Dom João Nery, em 23 de abril de 1901).

Ó Maria Santíssima, Senhora da Penha, em cujas mãos depositou Deus todos os tesouros das sua graças, constituindo-vos amorosa e larguíssima dispensadora, a todos os que a vós recorrem com viva fé.

Eis-me cheio de esperança no vosso eficacíssimo patrocínio, solicitando, humildemente, vossa proteção e amparo.

Não negueis o vosso favor, ó cara Mãe, a este amoroso, embora indigno filho. Recordai-vos, ó Senhora da Penha, que nunca se ouviu dizer que algum dos que em vós tem depositado toda a sua esperança tenha ficado iludido.

Consolai-me pois, ó amorosíssima Senhora, com vossas graças que tão instantemente peço, a fim de continuar a honrar-vos na terra, com meu cordial reconhecimento até que possa, um dia, no céu, mais dignamente agradecer-vos todos os benefícios recebidos, nos séculos dos séculos. Assim seja.

Rezam-se três Ave-Marias.

Fonte: Internet –

 

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