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Dia Mundial do Diabetes: presidente da associação capixaba fala sobre a doença

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diabetes Alexandre Lourenço de Loyola é o presidente da ADIES – Associação de Diabéticos do Estado do Espírito Santo e Amigos. Ele fala das dificuldades enfrentadas pelos doentes para conseguir os remédios necessários ao controle da diabetes. Os governos federal, estadual e dos municípios não mantém estoques suficientes dos medicamentos, nem disponibilizam os tratamentos mais modernos. Ele explica como a doença afeta a vida das pessoas e das famílias e fala da luta pessoal para garantir a qualidade do tratamento do filho que é diabético. Ele pede mais campanhas de informação para que as pessoas se cuidem e evitem tornarem-se diabéticas.

diabetes400A doença
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) existem mais de 400 milhões de diabéticos no mundo. E o crescimento do número de casos é alarmante. Mais que quadruplicou o número de casos desde 1980. A doença mata mais de três milhões de pessoas por ano. Para a OMS é preciso mudanças nas políticas públicas para melhorar a qualidade da alimentação e garantir mais informação para a população.

De diabetes1acordo com a Federação Internacional de Diabetes (sigla IDF em inglês) um em cada 11 adultos no mundo tem a doença. Além disso, um a cada sete partos é afetado por diabetes gestacional. A expectativa é que, em 2040, 642 milhões de pessoas sejam diagnosticadas.

No Brasil, os casos de pessoas com a doença aumentaram 40% desde 2012, segundo o Ministério da Saúde.

Conheça os diferentes tipos de diabetes:

Tipo 2

Este é o mais frequente tipo de diabetes no mundo todo (compreende cerca de 90% dos casos). Pessoas com diabetes tipo 2, geralmente, produzem sua própria insulina, mas não o suficiente. Normalmente, fatores como hereditariedade, obesidade, sedentarismo e envelhecimento são os responsáveis pelo desenvolvimento da doença, que é crônica na maioria das vezes. Em alguns casos, a depender da causa, ela pode ser curada, como em obesos que perdem muito peso e deixam de apresentar sintomas de diabetes.

Tipo 1

Este tipo é também conhecido como diabetes autoimune, ou seja, quando o indivíduo já nasce com uma predisposição genética para desenvolver a doença em função da presença de proteínas específicas contra as células do pâncreas produtoras de insulina. Esses indivíduos, na maioria das vezes, podem não apresentar nenhum familiar com diabetes, e mesmo assim, desenvolver a doença em algum momento da vida. Normalmente, os casos de diabetes tipo 1 são diagnosticados em crianças, adolescentes ou adultos jovens. Nestes casos, os diagnósticos são mais fáceis, pois normalmente os indivíduos acometidos apresentam sintomas evidentes de hiperglicemia (boca seca, aumento da sede e da urina) e que se manifestam de forma abrupta. A diabetes tipo 1 é uma doença crônica, sem cura até o momento.

Gestacional

Ocorre quando a mulher é diagnosticada com diabetes durante o período da gravidez e, portanto, a doença não existia ou não havia o diagnóstico prévio. Durante a gestação são realizados exames de pré-natal que avaliam tanto a glicemia em jejum, quanto a glicemia pós-prandial (na chamada “curva glicêmica”). Os fatores de risco para desenvolver este tipo de diabetes seriam história familiar positiva (mãe ou irmã que já tiveram), ganho excessivo de peso e predisposição genética. Os riscos da doença são: prematuridade, más-formações fetais, fetos macrossômicos (grandes), polidrâmnio (aumento do liquido amniótico), hipoglicemia grave neonatal, entre outros. A melhor forma de evitar é cuidando bem da alimentação na gravidez e controlando o peso, a fim de prevenir ganho excessivo.

Pré-diabetes

A doença é chamada assim quando o indivíduo apresenta uma forte tendência ao desenvolvimento da diabetes, porém seus níveis ainda não estão nos patamares que definem a doença propriamente dita. Hoje em dia, considera-se a pré-diabetes como uma nova entidade de doença, e a mesmo se caracteriza por:

– Glicemia em jejum entre 100 e 126 mg/dl;

– Glicemia pós-prandial (após 2 horas da refeição) entre 140 e 200mg/dl;

– Hemoglobina glicada (HbA1c) entre 5,8 e 6,4%.

Como tratar?

Consultas médicas de rotina são fundamentais para o diagnóstico precoce da doença. Após a realização de exames, o médico poderá diagnosticar a diabetes e o tipo da doença. Com essas informações, será indicado o tratamento mais adequado para início imediato.

Se não tratada, a diabetes pode causar retinopatia (que pode levar ao descolamento da retina e até à cegueira), nefropatia (principal causa de insuficiência renal crônica), neuropatia (redução da sensibilidade e sensação de formigamento nas mãos e pés), pé diabético (formigamentos, perda da sensibilidade local, dores, queimação nos pés e nas pernas, sensação de agulhadas, dormência, além de fraqueza nas pernas), infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, entre outros.

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