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Ervas na alimentação ajudam a reduzir o sal

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O sal é um delicioso vilão porque é a causa de muitas doenças que matam milhares de pessoas todos os anos. Uma dessas doenças é a hipertensão. Por isso os médicos receitam a redução do sal na alimentação. Os nutricionistas orientam o uso de ervas para reduzir a quantidade de sal na comida. Salsa, cebolinha, alecrim, manjericão, além de deixarem os alimentos mais gostosos, esses e outross condimentos naturais são bons aliados na difícil tarefa de reduzir o sal da alimentação. Na entrevista, a referência técnica da Vigilância Alimentar e Nutricional da Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa), Livia Mannato, recomenda usar  ervas frescas e raízes em abundância no preparo de pratos quentes e frios.

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A nutricionista ressalta que é importante reduzir drasticamente o uso de caldos concentrados em cubos ou em pó, além de salgadinhos de pacote, macarrão instantâneo, carnes processadas e outros alimentos industrializados, ricos em sódio e também em gordura. “O recomendado é ingerirmos até dois gramas de sódio por dia. Essa quantidade está presente em cinco gramas de sal, que equivale a cinco sachês de um grama. A substituição do sal por temperos frescos é questão de hábito, algo que se cria, por exemplo, com a prática do Movimento 21 Dias”, diz.

O problema, conforme enfatiza Livia Mannato, é usar sal para temperar arroz, feijão, carne, salada e ainda comer produtos industrializados ao longo do dia. “No lanche da manhã comeu biscoito ou mortadela; na hora do almoço cozinhou com caldo concentrado industrializado. É a soma de toda a alimentação ruim que a pessoa tem ao longo do dia e, por que não dizer durante a vida, que prejudica a saúde”, argumenta a referência técnica da Vigilância Alimentar e Nutricional da Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo.

Os benefícios

Segundo a nutricionista, as ervas e as raízes utilizadas como tempero possuem propriedades terapêuticas que favorecem a saúde e o bem-estar do corpo. Quem confirma é o especialista em fitoterapia e professor adjunto do Centro de Práticas Integrativas e Complementares (CRPIC) da Sesa, Ary Gomes Silva. Ele diz que muitos desses temperos, tais como louro, manjerona, cominho e tomilho, melhoram, por exemplo, o processo digestivo. O alecrim, por sua vez, é anti-inflamatório, alivia dor de cabeça e também favorece a digestão, mas quando usado em excesso tende a tornar os alimentos indigestos, segundo o professor.

“O mesmo louro usado para temperar carne e feijão consegue aliviar os sintomas da má digestão. Esse condimento estimula a vesícula biliar e as glândulas secretoras a liberarem substâncias que melhoram a digestibilidade dos alimentos”, explica o especialista, acrescentando que os condimentos naturais são ricos em óleos essenciais, típicos dos tecidos vegetais, e em minerais, que influenciam diversos processos orgânicos.

Entre os minerais presentes nos temperos frescos ou secos o professor cita o magnésio, o selênio, o silício e o manganês. “O magnésio, por exemplo, atua junto com muitas enzimas antioxidantes; o selênio e o silício atuam na estruturação de proteínas como hemoglobina e colágeno; e o manganês é cofator de enzimas que atuam contra radicais livres”, detalha Ary Gomes Silva.

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