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Reuso de água em casa: bom para o bolso e o meio ambiente

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h2oO Espírito Santo enfrentou uma grave crise hídrica severa. Muitos municípios do interior do estado sofreram com problemas de abastecimento. Os níveis dos rios estão muito baixos pela falta de chuvas e as nascentes sofrem com o desmatamento. A situação é tão grave que ameaça até a Grande Vitória.  Uma das soluções apresentadas é a economia de água que passa tanto pelo uso racional quanto pelo reuso de água. Na entrevista a educadora ambiental da Cesan, Luzia Grazziotti, explica como é simples reutilizar a água e quanto isso pode significar de economia para a população, garantindo que todos tenham água suficiente para um consumo racional.

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ALERTA PARA EVITAR O DESPERDÍCIO

O desperdício de água pode ser reduzido com atitudes simples, como evitar banhos demorados e usar o sabonete somente com o chuveiro fechado, não lavar carros ou calçadas com mangueiras, não deixar a torneira aberta enquanto escova os dentes ou enquanto lava as louças. Quando utilizar o vaso sanitário é preciso moderar nas descargas. A válvula e caixa de descarga devem ser reguladas periodicamente. Praticando todas essas ações, os clientes podem economizar até 1.065 litros de água.

É preciso ficar atento também às torneiras mal fechadas. Uma torneira gotejando, por exemplo, gasta 46 litros de água por dia. Já uma torneira com abertura de 12 mm gasta 33.934 litros de água por dia.  Atitudes simples nas atividades do dia a dia podem gerar a economia de até 1.065 litros de água. 

 

 

Veja quantos litros podem ser economizados nas atividades diárias: 

ATIVIDADE ECONOMIA
Lavar a louça, fechando a torneira enquanto ensaboa Até 97 litros
Tomar Banho, fechando a torneira enquanto ensaboa Até 160 litros
Lavar a calçada sem mangueira Até 250 litros
Utilizar o vaso sanitário com descarga moderada Até 14 litros
Lavar o carro sem mangueira Até 520 litros
Escovar os dentes fechando a torneira Até 24 litros

 

O governo lançou um alerta no início de setembro pedindo mais responsabilidade da população no uso da água. Informando que “a avaliação do cenário aponta que a crise hídrica entrou no seu período mais agudo. Os próximos meses, até o fim do ano, serão de alerta e intensificação das ações para minimizar os impactos da escassez de chuva. Na Região Metropolitana da Grande Vitória, a situação se agravou nas últimas semanas.

Em todo o mês de agosto, os Rios Jucu e Santa Maria registraram vazões que ultrapassaram o limite considerado crítico. No dia 31, as vazões medidas foram 4.061 l/s e 2.376 l/s, respectivamente, o que representa 26 % e 31% da média mensal de vazões para esse período. Antes, as médias mensais eram de 15.345 l/s no Rio Jucu e 7538 l/s no Rio Santa Maria.

O mês de agosto foi mais quente e seco do que o normal em praticamente todo o Estado, mesmo com a passagem de três frentes frias ao longo do mês (a média de passagem do sistema em agosto no estado é de duas frentes frias).  Quanto às chuvas, a quantidade registrada mal corresponde à metade do esperado.

A previsão de chuva para os próximos três meses no Espírito Santo não vai alterar de imediato os efeitos da crise hídrica. A chuva não deve ser suficiente para recarregar completamente o lençol freático, que em decorrência de três anos consecutivos de chuvas abaixo da média histórica, está muito aquém do normal. O solo está muito seco, degradado e sem cobertura vegetal, o que compromete a infiltração de água.

Na Grande Vitória, onde residem 50% da população capixaba, é necessário um esforço conjunto adicional. As vazões dos Rios Jucu e Santa Maria, principais rios que abastecem a Região Metropolitana, vem caindo sucessivamente. Com a falta de chuvas capazes de normalizar o volume de água, há a possibilidade de adoção de medidas mais severas. Caso a vazão caia mais 10% nesses dois mananciais e não haja economia por parte dos usuários, será necessário racionar a distribuição.

No interior do Estado, especialmente nas Regiões Norte e Noroeste, a situação dos rios é ainda mais crítica, e em alguns municípios sob a concessão da Cesan já há racionamento.

Nos municípios atendidos pela Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), de janeiro a julho de 2015, a população atendeu ao alerta do Governo e economizou 7,5 bilhões de litros de água. Nos primeiros sete meses de 2016, a situação se manteve, porém, em função da piora do cenário, é necessário um esforço adicional.

Setembro ainda faz parte do período seco no Espírito Santo. O mês é marcado pelo início da primavera, que começa às 11h21 do dia 22 de setembro. No geral, a chuva média nas Regiões Sul e Sudeste capixaba é 60 mm. A região que mais recebe chuvas em setembro é a do entorno de Alfredo Chaves, que começa a ser influenciada pelas pancadas de chuva principalmente à tarde. No entanto, os valores de precipitação nessa área correspondem a apenas 60-90 mm. As temperaturas sobem um pouco (em torno de 2° C na média). O esperado pela equipe do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) é que mesmo que a chuva fique dentro do normal, ela não deve ser significativa quando comparada à precipitação registrada no período chuvoso.

Para outubro, que marca a transição entre o período seco e o chuvoso, o Sistema de Informações Meteorológicas do Incaper prevê que a chuva fique dentro da média do mês (entre 40 e 120 mm). Já para novembro, por ora a previsão aponta chuvas acima do normal (entre 150 mm a 300 mm).

Municípios em situação extremamente crítica em relação ao abastecimento de água

Município Sistema Manancial
Serra Cidade Nova da Serra Córrego Chapada Grande
Barra de S. Francisco Paulista Córrego Baianao/Córrego Nicolini
Barra de S. Francisco Barra de São Francisco Rio Itaúnas
Ecoporanga Imburana Córrego Facão
Alto Rio Novo Alto Rio Novo Córrego Rio Novo
Itaguaçu Itaguaçu Santa Joana
Itarana Itarana Santa Joana
Mantenópolis Mantenópolis Ribeirão Manteninha
Mantenópolis Sta Luzia de Mantenópolis Córrego Santa Luzia / Córrego da Onça
São Mateus São Mateus Rio São Mateus
Aracruz Guaraná Ribeirão Cruzeiro
Aracruz Santa Cruz Rio Grumaté
Aracruz Santa Rosa Córrego Jundiaguara
Aracruz Sede Rio Piraqueaçu
Sooretama Sede Córrego Chumbado
Gov. Lindenbereg Sede Córrego 15 e Novembro
Gov. Lindenbereg Sede Córrego 15 e Novembro
Gov. Lindenbereg Novo Brasil Córrego Paraíso
Gov.Lindenbereg Moacir Córrego Belho Horizonte
Pancas Sede Rio Panquinhas
Pancas Vila Verde Rio São José
Rio Bananal Sede Rio Iriritimirim
Pinheiros Sede Rio Preto /Rio Itauninhas
Ibiraçu Sede Rio Piraqueaçu
Linhares Bebedouro Lagoinha de Bebedouro
Águia Branca Sede Rio São José
São Gabriel da Palha Sede Rio São José
Vila Valério Sede Rio São José
Vila Valério Sede Córrego Valério
Fundão Reis Magos Ribeirão Braço Norte

 

Municípios com racionamento de água

Localidade Período de racionamento
Barra de São Francisco 13 às 21 horas
Cidade Nova da Serra (Serra) Abastecimento exclusivamente feito por carro-pipa
Conceição da Barra (Sede) 17 às 7 horas
Distrito de Imburama (Ecoporanga) 18 às 6 horas
Distrito de Paulista (Barra de São Francisco) 17 às 7 horas
Distrito de Santo Antônio do Canaã (Santa Teresa ) 6 às 18 horas intermitente entre setores
Ecoporanga (Sede) Áreas norte e sul, em dias alternados das 6 horas às 6 horas
Mantenópolis 11 às 16 horas
Muqui Parte alta: Bairro São Domingos e parte do Bairro São Pedro das 4 às 13 horas; Bairro Nossa Senhora Aparecida (Morro da Formiga) e Bairro Alto Boa Esperança (Casinhas) das 8 às 13 horas e das 18 às 20 horas. Toda a parte baixa: da 0 hora às 10 horas.
Pancas 11 às 17 horas
Santa Teresa (Sede) Durante o dia, o setor 01, onde há comércios e escolas, o abastecimento em regime de racionamento ocorre das 6 às 18h30; e à noite a parte residencial, que é o setor 02,  das 18h30 às 6 horas.
São Gabriel da Palha 13 às 18 horas
São Roque do Canaã 6 às 18 horas
Vila Pavão Racionamento dividido em 2 setores, das 3 da manhã às 18 horas
Vila Valério Metade da cidade recebe água das 8 às 17 horas e a outra das 17 às 8 horas
Muniz Freire 23h às 6h
Apiacá Rodízio no abastecimento