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Rodrigo Coelho: ourivesaria

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A ourivesaria é a arte de trabalhar com metais preciosos (especificamente prata e ouro), na fabricação de jóias e ornamentos.

A ourivesaria é uma arte bem antiga, tendo sido encontrados sítios arqueológicos no mar Egeu, datados em torno de 2500 a.C. nos quais se encontram jóias feitas de ouro. No Egito antigo já se produziam trabalhos altamente detalhados. É uma arte de grande aceitação ao redor do mundo, sendo, na Idade Moderna, profissionais de inegável prestígio perante aos reis e toda a corte.

O profissional que realiza este tipo de trabalho é o ourives. Cabe ressaltar que esta atividade é, em sua natureza, uma atividade de cunho artesanal.

A ourivesaria egípcia nos legou peças de extrema delicadeza. Colares, pulseiras, anéis, diademas, broches e amuletos deslumbram até hoje aqueles que têm oportunidade de ver de perto essas raras peças expostas nos museus de todo o mundo. As mulheres egípcias guardavam tais preciosidades em estojos, de onde elas saíam nas ocasiões especiais para embelezar suas donas.

O trabalho em ouro e prata ocupava grande número de artífices, pois além de todos os adornos que o faraó e sua corte possuiam e usavam, não havia templo que não tivesse o seu tesouro. Nas oficinas começava-se por pesar o ouro e a prata antes destes metais serem enviados àqueles que os deviam trabalhar – nos conta Pierre Montet. A balança compunha-se de uma coluna onde se encavava a cabeça de Maât, a deusa Verdade, provida de um cutelo de metal e de um braço munido de uma agulha ao centro, do qual estavam suspensos, por uma corda tripla, dois pratos iguais. No momento da pesagem, bastava pousar o braço com todos os seus acessórios sobre o cutelo e verificar se os pratos se equilibravam. Os pesos tinham a forma de um boi sentado nas patas traseiras. O metal apresentava-se sob a forma de anéis. O operador imobilizava com as mãos as oscilações dos pratos e, contorcendo-se, controlava a posição do fiel que devia coincidir com a vertical. O escriba, que retirara do estojo a paleta e o cálamo, registrava os resultados na presença do chefe dos artífices do templo que se apoderava do ouro acabado de pesar e o remetia aos artífices.