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Seminário celebra Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa comemorado em 21 de janeiro

jan 21, 2018

A liberdade de crença religiosa, embora seja um princípio constitucional, ainda é um grande desafio para aqueles que professam sua fé. Por isso, nesta terça (23), será realizado um seminário que debaterá questões referentes ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. O encontro acontecerá às 18h30, no Centro Cultural Frei Civitella, em Campo Grande.

“Organizamos esse grande debate por acreditarmos no interesse da mudança de cultura em nossa cidade e por crermos que o município é uma ferramenta para implantar ações de proteção e promoção de direitos e da cidadania das minorias. Por isso, aproveitamos a celebração do dia 21 de janeiro, data em que é comemorado o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, para lembrarmos da importância de preservar as tradições, idiomas, conhecimentos e valores de cada povo”, explicou o gerente de Promoção a Igualdade Racial, Sandro Cabral Silva.

A data foi instituída em 2007, pela Lei nº 11.635, para lembrar o falecimento da Iyalorixá Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum, na Bahia, vítima de intolerância por ser praticante de religião de matriz africana. A sacerdotisa foi acusada de charlatanismo, sua casa atacada e pessoas da comunidade foram agredidas. Ela faleceu no dia 21 de janeiro de 2000, vítima de infarto.

De acordo com a Coordenação de Direitos Humanos, o seminário irá envolver representantes dos povos tradicionais de comunidades de matrizes africanas, do poder público e da sociedade civil. A proposta é levar mais conhecimento e informações para servir como reflexão e motivação na busca pela liberdade do culto religioso e combate ao racismo.

Por conta disso, entre os palestrantes estarão representantes do Fórum de Matrizes Africanas de Cariacica (Fomac), Instituto de Desenvolvimento das Matrizes Africanas do Estado do Espírito Santo (Idemafri) e Universidade federal do Espírito Santo (Ufes). “A intenção é interagir com o público. Por isso, ao final das falas, o seminário será aberto diálogo com a plateia”, destacou Sandro Silva.

Segundo ele, todos os participantes receberão certificado. O gerente ressalta, ainda, que não haverá inscrições antes do evento. Os interessados poderão colocar o nome na lista na hora que chegarem ao Centro Cultural.