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Vacinação contra a gripe vai até dia 9 de junho

Vacinação contra a gripe vai até dia 9 de junho

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A campanha que terminaria na sexta-feira, 22 de maio, foi prorrogada por mais duas semanas, já que a cobertura não atingiu a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. A campanha foi prorrogada em todo o Brasil até o dia cinco de junho. Aqui no ES vai até o dia nove. A vacina reduz em até 75% o número de mortes por complicações da gripe nos públicos de alto risco, como os idosos. A dose protege contra o vírus influenza A, subtipos H1N1 e H3N2, e o vírus influenza B. A campanha tem como público-alvo crianças de 06 meses a menores de 5 anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes; mulheres com até 45 dias após o parto; portadores de doenças crônicas; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.
Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Danielle Grillo, o Ministério da Saúde deixa a critério dos estados e municípios a definição da estratégia de vacinação. No Espírito Santo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) definiu a data de encerramento da campanha considerando que dia 04 de junho, quinta-feira, será feriado nacional (Corpus Christi), e dia 05, sexta-feira, será ponto facultativo em diversos municípios capixabas.
“A prorrogação da campanha por mais duas semanas é uma oportunidade para quem ainda não tomou a vacina procurar a unidade de saúde de seu bairro para receber a dose e garantir a proteção. Uma vez que estamos estendendo o período de vacinação, entendemos que é necessário compensar o feriado e o ponto facultativo encerrando a campanha na terça-feira da semana seguinte”, explica Danielle Grillo.
Com a prorrogação da campanha de imunização contra gripe, espera-se que o Espírito Santo melhore a cobertura vacinal do público-alvo, que é composto por pessoas mais propensas a desenvolver complicações quando contraem gripe. “A vacina protege a população e reduz em até 45% as internações por pneumonia, além de diminuir em até 75% o número de mortes por complicações da gripe nos públicos de alto risco”, enfatiza a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações.
Cobertura
No Espírito Santo, o público-alvo é composto por 842.608 pessoas, e a expectativa é de que sejam vacinadas pelo menos 80% delas, ou seja, 674.086 pessoas. Até o momento, 468.231 pessoas do grupo prioritário foram imunizadas, o que corresponde 56% do público-alvo da campanha. Esse percentual coloca o Estado em melhor condição que vários estados brasileiros, que estão com uma média de 48% de cobertura vacinal.
Em 22 municípios capixabas, a meta de vacinar acima de 80% da população prioritária já foi alcançada, mas a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações diz que mesmo assim a vacinação nessas localidades será prorrogada.
Gripe e resfriado: entenda as diferenças
Assim como a gripe, o resfriado é causado por vírus. Alguns sintomas entre as duas doenças também são parecidos, como presença de coriza nasal, dor de garganta e mal-estar. Mas as semelhanças param por aí. A gripe, ao contrário do resfriado, pode desencadear complicações graves e até levar à morte.
É por isso que o público-alvo da campanha são pessoas com maior tendência para desenvolver complicações em decorrência da gripe, seja porque possuem o sistema imunológico menos desenvolvido, no caso das crianças, ou porque têm o organismo mais debilitado, como é o caso de idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas.
Danielle Grillo salienta que a vacina aplicada na gestante protege também o bebê. Ela explica que o corpo da mãe produz anticorpos e os transfere para a criança pela placenta. Dessa forma, o bebê fica protegido enquanto não recebe a primeira dose da vacina, que é aplicada aos 6 meses de vida, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde.
Entre os sintomas da gripe estão febre alta, com duração maior do que no resfriado, e mal-estar generalizado, inclusive com dor no corpo. A pessoa fica prostrada, pode ter coriza nasal, dor de garganta e perda de apetite. São sintomas que deixam a pessoa de cama. A gripe não leva necessariamente à internação, mas alguns casos podem evoluir para pneumonia e outras complicações que necessitam de cuidado hospitalar.
Um quadro de gripe pode complicar doenças cardíacas e levar pessoas idosas, principalmente, a ter infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (derrame). Daí a importância de todas as pessoas que compõem o público-alvo da campanha ficarem atentas ao período de vacinação para que sejam imunizados.
Saiba mais
Como a vacina age no organismo para protegê-lo contra o vírus da gripe?
A vacina é composta por vírus mortos. Injetando o antígeno na pessoa, estimula-se o sistema imunológico a produzir anticorpos contra a doença. Assim, a pessoa que tem contato com o vírus já tem o anticorpo para combatê-lo e não desenvolve a doença. E quando desenvolve, ela vem de forma mais branda, sem complicações.
Contra quais vírus a vacina ofertada na campanha protege?
A vacina ofertada na campanha é trivalente, composta pelo vírus A, subtipos H1N1 e H3N2, e pelo vírus B, portanto, é contra esses tipos de vírus influenza que a vacina protege. Apesar de esses vírus serem os mais prevalentes, há uma infinidade de outros que causam gripe, por isso é possível que mesmo quem for imunizado desenvolva a doença.
Mesmo depois de vacinada a pessoa pode pegar gripe?
A vacina contra gripe é feita de vírus mortos, portanto, não existe a possibilidade de a pessoa pegar gripe por que tomou a vacina. Mas ela pode sim adoecer se o vírus estiver incubado antes da vacinação (o vírus pode ficar até sete dias no corpo antes de se manifestar). Outra possibilidade é a pessoa ser infectada por um vírus diferente daqueles que compõem a vacina.
Por que a vacina da gripe deve ser tomada todo ano?
Porque a proteção dura cerca de um ano. E a cada ano a Organização Mundial da Saúde (OMS) verifica quais cepas (subtipos de vírus) estão circulando para que a vacina seja produzida a partir das cepas mais prevalentes.
A vacina contra gripe gera reações adversas?
Gera reações leves, que costumam ser resolvidas nas primeiras 48 horas após a vacinação. As principais reações são febre, dor de cabeça e dor no corpo. A recomendação é usar compressa fria no local da aplicação e tomar analgésico quando necessário. Em caso de complicação, é importante procurar um médico ou solicitar orientação no posto onde a vacina foi aplicada.
A vacina contra gripe possui alguma restrição?
Sim. Quem tem alergia grave a ovo ou desenvolveu alergia grave à dose anterior contra a gripe não deve receber a vacina. Em caso de dúvida, consulte um médico.