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Aedes aegypti: paróquias mobilizam católicos para o combate

Aedes aegypti: paróquias mobilizam católicos para o combate

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A reunião teve representantes doo governo do ES e de municípios da Grande Vitória
A reunião teve representantes do governo do ES e de municípios da Grande Vitória

Todas as 73 paróquias localizadas na Grande Vitória vão orientar em suas missas, por meio da conscientização, para a importância de combater os focos do mosquito Aedes aegypti. Essa foi uma das decisões tomadas, na manhã desta terça-feira (15), em uma reunião na Cúria Metropolitana de Vitória.

Até a última quinta-feira (10) o Espírito Santo registrou 376 casos suspeitos de infecção pelo Zika vírus, sendo cinco confirmados laboratorialmente (04 em Vitória e 01 em Vila Velha). Foram notificados 14 bebês, entre nascidos e em gestação, diagnosticados com microcefalia, mas ainda sem confirmação de relação com o Zika vírus.

Além do trabalho de conscientização que será feito pelos padres em cada uma das 73 paróquias, uma alternativa levantada na reunião foi que, após as missas, se abra um espaço para que os secretários de saúde de cada município possam falar da ameaça do mosquito, o que ele pode causar e que tipo de prevenção pode ser adotada para que o foco do mosquito seja eliminado.

Dom Luiz Mancilha afirmou que a participação da Igreja será executada no que for preciso para combater o mosquito e orientar as pessoas no dia a dia. “No que depender das seis áreas pastorais da Igreja vamos colaborar e motivar as pessoas para que façam sua parte nesse difícil momento”, garantiu o arcebispo.

Também ficou decidido no encontro dessa manhã que haverá uma reunião entre os padres que estão localizados nos municípios para que se reúnam com os secretários de Saúde e troquem informações para direcionarem a população das regiões.

Igreja Católica
curia metropolitana de Vitória

O vice-governador, César Colnago, considerou o encontro altamente positivo. “Nós do Governo temos procurado todos os setores da vida pública para levarmos nossa preocupação, mostrarmos o que fazermos e pedir apoio nessa cruzada contra o mosquito. O momento é de total mobilização. Vamos continuar a buscar ações e formas de mobilizarmos as pessoas para que eliminem os focos do mosquito Aedes aegypti que porventura estejam em suas residências. Temos de lembrar que mais de 70% dos focos estão nesses locais. Então, só essa disposição da população pode resolver o problema”, disse.

Já o secretário de Estado da Saúde, Ricardo de Oliveira, abriu a reunião e fez uma apresentação atualizada sobre os números da dengue e do Zika vírus tanto no Espírito Santo quanto no Brasil. Ele agradeceu a disposição da Igreja em não só receber a equipe de governo como também a ajuda que dará para combater o foco do mosquito. “A questão, venho repetindo inúmeras vezes, é que não conhecemos o inimigo que estamos enfrentando. Resumindo: o problema é altamente complexo, mas a solução é simples. Ou matamos o mosquito ou perdemos essa guerra. É simples assim”, avaliou o secretário de Saúde.

O prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda, fez um relato das ações que vem adotando no município e também se mostrou preocupado com o quadro que tem visto no dia a dia. “Em um determinado bairro que atuamos no município em 80% das residências havia o foco do Aedes aegypti. Temos uma questão que nos traz preocupação também que são os carros abandonados pelas ruas urbanas. É uma quantidade enorme e que, certamente, podem apresentar o foco”, revelou o prefeito.

Dom Luiz Mancilha admitiu que a Igreja tem um grande poder de influência e acredita que esse fato pode ajudar muito a saúde pública nesse momento. “Acredito que é uma questão de fé. Nosso objetivo também é de cuidar da saúde de todos”, declarou o arcebispo.

O padre Diego Carvalho, das paróquias de Guarapari e Afonso Cláudio, contou que já vem fazendo um trabalho de educação junto às pessoas para que mudem suas atitudes. “O que tenho dito é que Deus não joga lixo na rua, nas praias, nas praças públicas, nos parques. Entendo que os pontos de lixo viciados não é apenas um problema das prefeituras, mas da população que tem de se educar e evitar esse tipo de atitude”. Padre Diego também acha que uma boa estratégia para combater o mosquito é fazer um trabalho junto as crianças e aos mais jovens. “Sabemos que a resistência dos adultos nesse sentido é grande. Então, temos de ter as crianças como parceiras”, avaliou.

O vice-governador do Estado também lembrou a resistência da população em não deixar que os agentes de saúde entrem nas residências para executarem seu trabalho. “Têm municípios que atestam que, aproximadamente, 40% das pessoas não permitem a entrada dos agentes. Temos de mudar esse quadro se quisermos vencer essa luta, nem que seja por meio da Justiça. O momento exige total mobilização e colaboração de todos”, ressaltou César Colnago.

pernilongo
O vilão e pecador

A prefeita de Fundão, Maria Dulce Rudio Soares, da mesma forma, declarou que “a Igreja tem uma força muito grande”. Como todos os participantes da reunião na Cúria Metropolitana, a prefeita também sinalizou que a hora é de união de todos. “Isso é fundamental. É o momento da sociedade se fazer presente. Acho também, como frisou o vice-governador, que essa questão das pessoas impedirem a entrada dos agentes em suas casas nos traz muita preocupação”, admitiu a prefeita.

O encontro teve a participação do vice-governador César Colnago, do secretário de Estado da Saúde, Ricardo de Oliveira, além de prefeitos e secretários de Saúde da Grande Vitória. A proposta para que a Igreja Católica entre com decisão na luta contra o mosquito partiu do arcebispo de Vitória Dom Luiz Mancilha Vilela.

Também estiverem presentes na reunião de trabalho na Cúria, os prefeitos de Vila Velha, Rodney Miranda, de Vitória, Luciano Rezende; de Cariacica, Geraldo Luzia de Oliveira Júnior; de Fundão, Maria Dulce Rudio Soares, de Guarapari, Orly Gomes da Silva, e a vice-prefeita de Serra, Lourência Riani.

Exército

Os militares lotados no 38º Batalhão de Infantaria, em Vila Velha, estão nas ruas com os agentes municipais realizando o combate ao vetor da dengue, Zika e chikungunya, seguindo indicação de prioridade dos municípios. As ações contam com apoio de 30 militares e acontecem a partir das 8 horas, sempre acompanhados pelos agentes municipais.

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