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Outubro é rosa para alertar contra o câncer

Outubro é rosa para alertar contra o câncer

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Outubro Rosa Palácio Anchieta1_Thiago Guimarães (2)O câncer de mama matou uma média de 252 mulheres por ano, no Espírito Santo, nos últimos cinco anos. A doença, que não tem uma causa bem definida, surge de uma combinação de fatores de risco, sendo o principal deles a idade. Para alertar as mulheres sobre a importância da prevenção e da realização de exames de rotina, que facilitam o diagnóstico precoce, o Governo do Estado e a Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc) foi criada a campanha Outubro Rosa.
Durante todo o mês de outubro, a sede administrativa do Poder Executivo estadual será iluminada com a cor rosa em apoio à campanha. A programação inclui também palestras, atividades esportivas e eventos beneficentes promovidos pela Afecc, alguns deles em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 990 novos casos de câncer de mama devem ser registrados no Espírito Santo em 2015. Sabe-se que mulheres entre 50 e 69 anos são naturalmente mais propensas a desenvolver a doença, razão pela qual elas compõem o principal público-alvo das ações de saúde.
Das 1.262 mulheres que morreram em decorrência do câncer de mama no Espírito Santo entre 2010 e 2014, 46,67% estavam dentro dessa faixa etária. Os demais óbitos foram registrados em mulheres com idade entre 40 e 49 anos (19,25%); 70 e 79 anos (13,78%); 80 anos ou mais (12,59%); 30 e 39 anos (6,81%) e 20 e 29 anos (0,87%). No primeiro semestre deste ano foram registrados 131 óbitos por câncer de mama no Estado. Desse total, 47,32% eram mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos.
O médico Luiz Augusto Fagundes, referência técnica em Oncologia da Secretaria de Estado da Saúde, ressalta que muitos óbitos podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis e também com diagnóstico precoce e tratamento adequado, por isso a importância de campanhas que levam informação para a população e conscientizam as mulheres sobre a necessidade do autocuidado.
O oncologista comenta que não há como intervir em alguns fatores de risco, como o avanço da idade, o fato de ser do sexo feminino, a suscetibilidade genética, o início precoce do fluxo menstrual e a menopausa tardia. Por outro lado, ele enfatiza que é possível combater, por exemplo, a obesidade, o sedentarismo, o tabagismo e o consumo de bebida alcoólica, que também influenciam fortemente o desenvolvimento de câncer de mama.
“Pesquisas constataram que as mulheres que mantêm esses hábitos têm mais chances de desenvolver a doença. Hoje em dia as mulheres têm se alimentado mal e praticado menos atividade física, têm tido filhos mais tarde, o que também é um fator de risco”, explica Luiz Augusto, acrescentando que o fato de a mulher não ter filhos ou ter a primeira gestação tardiamente constituem fatores de risco para o câncer de mama, ao passo que amamentar a protege contra a doença.
Populações tradicionais
Comunidades de povos tradicionais do Espírito Santo – pescadores, quilombolas, ciganos e população de matriz africana – e o público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) estão contemplados na programação do Outubro Rosa. A Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Área Técnica de Promoção da Equidade, e a Afecc vão realizar palestras de esclarecimento e conscientização para cinco grupos em Anchieta, Guarapari, Cariacica, Vitória e Serra.
“Essas comunidades enfrentam barreiras sociais e culturais que dificultam a prevenção e o acesso a exames de rastreamento. O esclarecimento é importante para que aumente também a taxa de mulheres que fazem mamografia entre esse público”, enfatiza Júlio César de Moraes, referência técnica da Área de Promoção da Equidade da Secretaria de Estado da Saúde.
Dados da Sesa mostram que entre janeiro e julho deste ano foram ofertadas 45.016 mamografias no Espírito Santo. Em todo o ano passado, foram 161.177, mas somente 55,34% dos exames foram feitos. Por isso continua sendo importante a realização de campanhas como o Outubro Rosa, que leva informação para a população.
Rede de atendimento
As estratégias para a detecção do câncer de mama são o rastreamento e o diagnóstico precoce. Recomenda-se que as mulheres busquem atendimento médico periodicamente numa unidade de saúde para que possam fazer os exames de rotina, entre eles o exame clínico da mama e a mamografia.
As mulheres diagnosticadas com câncer de mama podem ser atendidas em um dos sete hospitais com esse perfil de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) no Espírito Santo. Além de cirurgias, esses hospitais realizam quimioterapia, e dois deles também oferecem radioterapia. Entre janeiro e julho deste ano foram realizados nesses hospitais 597 cirurgias em pacientes com câncer de mama, entre elas procedimentos para retirada total ou parcial da mama.
Na Região Central, as referências são o Hospital São José (Colatina) e o Hospital Rio Doce (Linhares); e, na Região Sul, o Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim. Já na Metropolitana, há o Hospital Evangélico de Vila Velha; a Santa Casa de Misericórdia, o Hospital das Clínicas e o Hospital Santa Rita, todos estes quatro localizados em Vitória.

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