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Festa da Penha: paz é a mensagem no quarto dia do oitavário

Festa da Penha: paz é a mensagem no quarto dia do oitavário

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oitavário O Evangelho de Emaús serviu de inspiração para o Pe. Mukabi Senga Pierre pedir mais paz para o nosso país durante a Celebração Eucarística do quarto dia do Oitavário da Penha (30/3). Segundo o sacerdote, foi com a saudação “A paz esteja convosco” que Jesus ressuscitado animou os discípulos que andavam tristes e desanimados no caminho de Emaús e hoje deve ser levada pelos discípulos ao mundo inteiro.

“Vivemos um momento muito difícil no nosso país. Mas isso significa que ele acabou? Cadê a nossa fé? Temos que acreditar. Vamos parar com essa briga que não ajuda ninguém. Numa família quando um irmão briga com o outro irmão, uma hora terão de sentar juntos e conversar. Chega de bagunça. Vamos sentar e conversar porque somos uma família”, pediu. “Vamos viver em paz. Essa coisa de jogar pedra um no outro não vai nos ajudar em nada. Joguem as pedras no chão”, insistiu, pedindo que confiemos em Deus e coloquemos nossas esperanças nos pés de Jesus e Maria.

O quarto dia do Oitavário da Festa da Penha reuniu, no Campinho do Morro da Penha, os sacerdotes e o povo da área pastoral de Benevente (formada pelas cidades Anchieta, Alfredo Chaves, Perocão, Meaipe, Praia do Morro, Muquiçaba e Guarapari) para homenagear Nossa Senhora das Alegrias, o título pascal de Maria. Pe. Pierre, que é natural do Congo, na África, e hoje é pároco da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, de Guarapari, presidiu a celebração.

Segundo Pe. Pierre, se soubermos pedir “Fica conosco, é tarde”, Ele vai permanecer. Ele ainda explicou que este episódio nos indica dois lugares privilegiados onde podemos encontrar o Ressuscitado: a escuta da palavra, em comunhão com Cristo, e o partir o Pão. “A palavra e o pão tiraram o medo deles”, acrescentou.

Segundo o celebrante, também hoje o Ressuscitado entra em nossas casas e nos nossos corações, apesar de, às vezes, as portas estarem fechadas. “Nós não podemos ter medo de evangelizar. Claro que existem muitos obstáculos, mas se acreditarmos em Jesus, ele vai dar a graça de superar esses obstáculos”, incentivou.  “Deus não abandona os seus escolhidos”, concluiu.

O momento devocional franciscano desta quarta-feira esteve a cargo dos frades do Santuário do Divino Espírito Santo e recordou os feitos e a fé de Frei Pedro Palácios, além de refletir sobre o tema da festa com base no documento sobre a declaração do Ano da Misericórdia. Frei Paulo Pereira, o novo guardião do Convento da Penha, presidiu este momento e leu o seguinte trecho escrito pelo Papa Francisco sobre a misericórdia: “Abrirei a Porta Santa no cinquentenário da conclusão do Concílio Ecuménico Vaticano II. A Igreja sente a necessidade de manter vivo aquele acontecimento. Quanto desejo que os anos futuros sejam permeados de misericórdia para ir ao encontro de todas as pessoas levando-lhes a bondade e a ternura de Deus! A todos, crentes e afastados, possa chegar o bálsamo da misericórdia como sinal do Reino de Deus já presente no meio de nós”.

“Fiquei pensando numa saudação a vocês nesta tarde em que celebramos Maria, Mãe e Porta da Misericórdia, e também como saudar Maria, Nossa Mãe e Nossa Senhora da Penha e não achei outra melhor do que a própria saudação do Anjo Gabriel a Maria na Anunciação: “Ave Maria, cheia de graça!” Esta cheia de graça não são as graças que nós procuramos nas novenas. Esta cheia de graça é o próprio Filho de Deus, Jesus Cristo, a graça das graças. Maria, saudada pelo anjo como cheia de graça, podia ter sido chamada: “Ave Maria, Mãe de Jesus”, porque esta graça sobre todas as graças que Deus nos deu se chama Jesus de Nazaré e nesta semana nós celebramos Jesus ressuscitado. Este Jesus que nós celebramos ressuscitado e que um dia esteve no pequeno útero de Maria, esse Jesus é a encarnação de misericórdia de Deus.

O Papa, no seu documento sobre a Misericórdia, arrola uma porção de gestos misericordiosos de Deus no Antigo Testamento e no Novo. No Antigo Testamento bastaria lembrar o amor com que Deus criou todas as coisas. Porque todas as coisas que existem no céu e na terra são obra da misericórdia de Deus. Poderia lembrar a grande obra da misericórdia de Deus no Antigo Testamento quando ele criou a pessoa humana, homem e mulher, à sua imagem e semelhança. Observem, à sua imagem e semelhança; portanto, feitos, também nós, de misericórdia, a mesma misericórdia de Deus. Por isso, Jesus um dia podia dizer ao povo: “Sede misericordiosos como o Pai do céu é misericordioso”. Penso que no Novo Testamento há dois gestos incomensuráveis de misericórdia de Deus. O primeiro, o momento da anunciação, quando o Filho de Deus, por misericórdia do Pai se encarna em Maria de Nazaré e, na manhã de Páscoa, quando o Filho de Deus supera o que inteligência humana nenhuma podia imaginar, supera a própria morte e ressurge dos mortos.

Santo Antônio, ao escrever um sermão sobre a Páscoa, se demora em contemplar Maria em pé diante da sepultura de Jesus. E esta contemplação não está nos Evangelhos. Mas diz Santo Antônio, que morreu em 1231, e que é opinião de muitos teólogos, Maria não foi para casa na sexta-feira à noite. Ficou esperando a manhã de Páscoa e foi ela que viu rasgar-se a madrugada de domingo e o Cristo sair vivo e ressuscitado. E esta visão é uma das grandes alegrias de Maria que nós celebramos sob o título de Nossa Senhora da Penha. Porque Penha não é pedra, mas vem do latim penna. E Maria, na manhã de Páscoa, supera a dor do calvário da cruz, e transforma para sempre a dor do calvário, a penna do calvário, em alegria eterna da ressurreição. E Santo Antônio comenta: é por causa disso que o povo celebra de modo especial Maria em todos os sábados.

Irmãos e irmas, celebramos a Páscoa do Senhor, celebramos a grande alegria de Maria, a ressurreição, encarnação da misericórdia. Maria, a Mãe da Misericórdia, a Porta da Misericórdia, a Rainha da Misericórdia. Eu vou fazer a vocês o mesmo pedido que fez o Papa Francisco para este Ano da Misericórdia: que todos nós sejamos, no nosso dia a dia, sinais vivos, porque é Páscoa! Sinais vivos da Misericórdia de Deus, nosso Pai. Ou em outra expressão do Papa Francisco, eu, você, cada um de nós, devemos levar a todos a bondade e a ternura  de Deus, que é a expressão da misericórdia divina entre nós. Amém”.

DESPEDIDA DE FREI FIDÊNCIO

 

O Ministro Provincial da Província da Imaculada Conceição, Frei Fidêncio Vanboemmel, retornou a São Paulo, onde tem compromissos agendados. Durante o Oitavário, ele se despediu do povo, que é sempre muito carinhoso com ele.  “Obrigado pelo carinho. Continuem fiéis a Maria e fiéis a Deus. Ainda hoje dizia numa entrevista que dentro desta pedra, onde está erguido o convento, existe um coração. É o coração do povo capixaba”, disse, recebendo calorosos aplausos do povo.

Fonte:conventodapenha.org.br

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