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Vacinação contra a gripe recomeça segunda (16) em Vitória. Mas vacina não dará para todos nos grupos de risco

Vacinação contra a gripe recomeça segunda (16) em Vitória. Mas vacina não dará para todos nos grupos de risco

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vacinadddVitória volta a vacinar contra a gripe nesta segunda (16). O município recebeu mais 4 mil e 300 doses da vacina na quinta-feira (12). Mas a quantidade é insuficiente para atender a todos que precisam da vacina. No grupo de risco, prioritário para vacinação, estão crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos, profissionais da saúde, povos indígenas e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade. Também devem ser imunizadas, mulheres com até quarenta e cinco dias de parto, detentos e funcionários do sistema prisional.
A Prefeitura definiu que a nova remessa será destinada a atender aos grupos de maior susceptibilidade ao agravamento do quadro clínico: gestantes, crianças a partir de 6 meses a menores de 5 anos, acamados e idosos que vivem em asilos.
Até o momento, dentro da campanha nacional de vacinação contra a gripe, Vitória já imunizou 61.818 pessoas (82,86% da meta) dentro do público-alvo, estimado em 74.601 munícipes.
A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) reforça que o objetivo da vacinação do grupo prioritário é reduzir as complicações, as internações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus influenza na população alvo. “À medida que esse público mais vulnerável é imunizado, quebra-se a cadeia de transmissão do vírus, o que ajuda a reduzir a disseminação da gripe”, explica a gerente de Vigilância em Saúde, Arlete Frank Dutra.
A vacina contra gripe é trivalente e protege contra os vírus influenza A (H1N1), influenza A (H3N2) e influenza B (subtipo Brisbane).
Cuidados
Por isso, segundo Arlete, é importante que a população mantenha outros cuidados adicionais e de rotina: lavar bem as mãos, evitar levar a mão ao rosto e à boca, cobrir o rosto ao tossir e espirrar e manter os locais bem arejados. Essas medidas simples contribuem para evitar a transmissão do vírus.

A maior preocupação da Semus agora é evitar agravamento de casos e internações no público mais suscetível. Para se ter uma ideia, dados da Vigilância Epidemiológica de Vitória mostram que, das 150 notificações de internação por síndrome respiratória aguda grave de janeiro a abril deste ano, na capital, 72 ocorreram com crianças menores de 5 anos (48% dos casos).

E são exatamente os grupos das crianças e gestantes os que alcançaram menor cobertura vacinal até o momento: gestantes (66,3%) e crianças (64,5%). “A gestante, ao se vacinar, desenvolve anticorpos que a protegem e também o bebê ao nascer”, explica a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Tatiane Comério.
Critérios
A estratégia definida pela Semus leva em consideração que a cobertura de quase 83% atingida até o momento não foi homogênea entre os grupos: trabalhadores da saúde e puérperas (mães que tiveram bebê há no máximo 45 dias) ultrapassaram os 100% da população estimada, alcançando, respectivamente, 158,4% e 104,5%. Em seguida, estão os idosos (73,2%), gestantes (66,3%) e crianças (64,6%).

Nossa Opinião
Pela contabilidade apresentada pela Prefeitura fica claro que vai faltar vacina prá todo mundo. Se o público-alvo é de 74. 601, foram vacinado 61.818 e chegam 4.300 doses, ainda falta 8.483 doses para atender a todo público-alvo, que diga-se foi estabelecido pelos próprios gestores da saúde: no município, estado e país.

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